Há quase seis meses, a AMARQ tornou pública sua preocupação com a instalação de um galpão de triagem de materiais recicláveis anexo ao Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH). Desde então, nenhuma medida visivelmente efetiva foi adotada para mitigar os riscos apontados.
Recentemente, a AMARQ recebeu registros fotográficos que evidenciam que os catadores seguem trabalhando no local sem condições adequadas de segurança, prevenção de riscos e proteção, tanto para os trabalhadores quanto para o patrimônio documental sob custódia do APCBH.
A situação expõe:
⚠️ os trabalhadores a condições insalubres e inseguras;
⚠️ o acervo documental da cidade a riscos graves e evitáveis;
⚠️ uma política pública arquivística executada ao longo de décadas a ameaças constantes.
Reafirmamos: arquivo não é depósito. O Arquivo Público guarda a memória, os direitos e a história da população de Belo Horizonte. Da mesma forma, os catadores merecem condições dignas e seguras de trabalho. Uma política pública não pode ser sustentada à custa da fragilização de outra.
A AMARQ cobra, mais uma vez, providências urgentes, diálogo responsável e soluções que respeitem simultaneamente:
📌 a proteção e segurança do APCBH;
📌 a segurança dos trabalhadores;
📌 o compromisso do poder público com políticas públicas sérias e sustentáveis.
Seguiremos vigilantes e atuantes na defesa dos arquivos, da arquivologia e da cidadania.