Diante da recente exoneração do diretor do Arquivo Público Mineiro, Bruno Tripoloni Balista, a Associação Mineira de Arquivistas (AMARQ) vem a público reafirmar que a nomeação de um(a) novo(a) dirigente para a instituição considere, prioritariamente, critérios técnicos e o compromisso com a área de arquivos.
O Arquivo Público Mineiro, instituição centenária fundamental para a gestão de documentos e preservação de conjuntos documentais fundamentais à memória e história de Minas Gerais, deve ser administrado por uma pessoa que tenha formação e experiência na área de arquivos, fortalecendo a atuação da instituição em relação à gestão e preservação documentais, à transparência pública e ao acesso à informação. A AMARQ defende que esta indicação não se submeta a interesses político-partidários, mas que reflita o respeito à trajetória e às atribuições da instituição, que é responsável pela política arquivística do Poder Executivo do Estado.
É fundamental que o(a) futuro(a) diretor(a) possua formação e atuação reconhecida no campo arquivístico, com capacidade de enfrentar os desafios contemporâneos da área, como a valorização do patrimônio documental e a promoção do acesso à informação como direito de todos.
A AMARQ reitera que a Direção do Arquivo Público Mineiro deve ser ocupada por alguém comprometido com a missão da instituição e com o diálogo permanente com os profissionais da área, as instituições de memória e a sociedade.
A nomeação de um perfil técnico e engajado será recebida como sinal de compromisso com a memória pública, a ética na gestão e o fortalecimento das políticas arquivísticas no Estado de Minas Gerais.